Há um mar transbordando em meu peito,
que ninguém parece notar.
Parece que estou afundando,
e já não sei mais nadar.
Há tantas coisas presas na garganta,
e angústias que não sei soltar.
Tanta coisa dentro de mim
que não consegue escapar.
Em desespero, alcanço a superfície,
só para afundar uma vez mais.
(Fernando M.)
