quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Afogado



Há um mar transbordando em meu peito,

que ninguém parece notar.

Parece que estou afundando,

e já não sei mais nadar.


Há tantas coisas presas na garganta,

e angústias que não sei soltar.

Tanta coisa dentro de mim

que não consegue escapar.


Em desespero, alcanço a superfície,

só para afundar uma vez mais.


(Fernando M.)