terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Angústia.

Quando você vê, a noite já
vai alta, e não te restou
muito mais do que alguns
goles de bebida;
Ainda assim, você não
consegue dormir, pois precisa ver as estrelas
indo embora com o vento que
carrega tuas lágrimas;
mas você simplesmente não percebe
que aquela música que tocava acabou,
e nada mais acontece à tua volta...
bem, já é tarde, hora de apagar
as luzes da casa...
mas você deita e fica rolando na sua
cama por infinitos Minutos antes de adormecer...
de repente você acorda no meio da noite
Com esqueletos batendo nas portas do seu armário,
pesadelos não resolvidos...
Repensa tudo que foi feito de sua vida,
e pesa o que fez de bom,
o que fez de mal,
pesa o supérfluo e o vital,
mas sequer sabe porque o está fazendo.
Apenas o faz
O dia alvorecendo, e num só gole, você
extermina a bebida que lhe restava,
e ao terminar,
Esbofeteia-te em sua cara um vento amargo
com gosto de lembranças dolorosas.
angústia,lágrimas, até alegria,
mas nada isento de nostalgia...
e você fica ali...
com o que te restou de melancolia e lágrimas,
e aquelas lembranças
apenas observando o alvorecer
de um novo dia, que poderia [finalmente?]
ser o último...
Adeus...


Sem Mais,

Fernando Muniz.