segunda-feira, 14 de março de 2011

Emptiness...

Escuro, escuro, escuro, escuro, escuro,
estou perdido, perdido e sozinho...no escuro;
perdido dentro de mim...
Onde estão meus sonhos?
Todos aqueles que se foram,
onde estão?
Onde estão aqueles que nos juraram amor eterno?
Quando que deixamo-nos cair no próprio esquecimento?
O que nos restou?
Desilusão, dor e angústia;
Estas, nunca se vão...
O homem sempre se distingue das outras
espécies por um fator simples:
são criaturas extremamente rancorosas,
máquinas criadas com o único intuito de machucar
umas às outras.
Em meio a tantas desilusões, mágoas
e pessoas as quais eu machuquei,
eu deixo a vida, eu me entrego.
Você se lembra da última vez na qual foi você mesmo?
Lembra-se de como foi, do que amava,
de como era feliz, do quanto sorria?
Quando foi que assinamos o pacto com o diabo,
Quando barganhamos a existência pela subsistência?
Infelizmente, eu não sei responder...
Perdi-me dentro de mim...
Caí, e continuo afundando, lentamente, na escuridão sem fim...
Adeus.

Sem Mais,

Fernando Muniz.