Subi sem mapas,
apenas com o peso do meu corpo
e o silêncio dos meus pensamentos.
O vento me perguntava quem eu era,
a pedra respondia com dureza,
e eu, apenas, seguia.
Cada passo doía,
mas não mais que o que eu deixara lá embaixo.
O cansaço não era o inimigo —
era parte do caminho.
No meio da subida,
o mundo ficou pequeno,
e eu, por um instante,
me senti maior que o medo.
No topo, não houve aplausos,
nem bandeira, nem medalha.
Apenas eu, nessa montanha,
olhando um para o outro,
como dois velhos que finalmente se entendem.
(Fernando M.)
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