quinta-feira, 28 de agosto de 2025

A montanha e eu

Subi sem mapas,

apenas com o peso do meu corpo

e o silêncio dos meus pensamentos.


O vento me perguntava quem eu era,

a pedra respondia com dureza,

e eu, apenas, seguia.


Cada passo doía,

mas não mais que o que eu deixara lá embaixo.

O cansaço não era o inimigo —

era parte do caminho.


No meio da subida,

o mundo ficou pequeno,

e eu, por um instante,

me senti maior que o medo.


No topo, não houve aplausos,

nem bandeira, nem medalha.

Apenas eu, nessa montanha,

olhando um para o outro,

como dois velhos que finalmente se entendem.


(Fernando M.)

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