sábado, 13 de dezembro de 2025

Mar em chamas




Mais uma vez esta torrente,

asfixiante, me inunda a mente,

como a maré, me afoga a razão,

tal qual os goles apagam a paixão.


Sinto o forte sol a calcinar, 

o suor do rechaço a me encharcar, 

tal calor que turva a visão, 

incendeia as chamas do coração. 


Desesperado, eu fico acordado, 

queimando o peito em angústia;

o estômago revira, em renúncia. 


Agoniado, eu sigo amedrontado, 

do fracasso eminente, a loucura, 

grito desesperado, temendo a recusa. 


(Fernando M.)

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